domingo, 25 de setembro de 2011

VISITA AO ARQUIVO PÚBLICO MINEIRO (FOTOS)

Seguem as fotos correspondentes aos tópicos do post abaixo!

1. - foto 1
2. - fotos 2, 3 e 4
3. - foto 5
4. - foto 6
5. - foto 7
6. - foto 8
7. - fotos 9, 10 e 11
8. - foto 12
9. - foto 13





































































































































































VISITA AO ARQUIVO PÚBLICO MINEIRO

Para facilitar a visualização, cada número do seguinte relatório corresponderá às fotos enumeradas no próximo post!

1 - O Arquivo público Mineiro (APM), situado na Av. João Pinheiro, 372, foi o destino da reunião de nosso grupo de estudos em História do Direito, dia 09/09. O APM reúne documentos produzidos e armazenados pelo Poder Executivo de Minas Gerais num período que abrange mais de três séculos de história. Criado em julho de 1895 (situando-se originalmente em Ouro Preto), a visita foi bem interessante, tanto do ponto de vista do conteúdo dos documentos armazenados - registros de imigrantes, sentenças judiciais, cédulas apreendidas, cartazes de foragidos, biografias e tantos outros assuntos - quanto pelo próprio processo de conservação e restauração dos documentos.

2 - Uma equipe, formada, sobretudo, por estudantes do curso de História, trabalha na separação dos documentos, levando em conta determinada pauta e classificações. No dia da visita, trabalhavam com o Fundo de Chefia da polícia: documentos referentes a desaparecidos e criminosos procurados pela polícia, decisões judiciais e até mesmo cédulas e moedas falsificadas, além da representação de um conjunto de jóias furtado:

3 - Outros documentos, tais como códices (arquivos organizados em sequência cronológica e encadernados), são armazenados em prateleiras móveis, para facilitar a disposição das estantes no aposento

4 - Para impedir a deterioração de certos documentos, utiliza-se tipo especial de papel alcalino, além de caixas de certo tipo de plástico, em lugar de materiais como o papelão:

5 - Além de possuir boa parte de seu acervo digitalizado, o APM realiza a conservação de seus documentos por meio da microfilmagem (possuem tanto originais quanto cópias dos microfilmes)

6 - (aparelho próprio para a exibição dos microfilmes)

7 - Visitamos salas que abrigavam obras raras, além de salas contendo fotografias. Todas possuíam sistemas de ambiente climatizado, além do cuidado observado contra infiltrações, incêndios, manuseio inadequado, e a escolha dos materiais componentes das embalagens. Todo zelo pela conservação dos documentos pode ser explicado facilmente: afora o valor histórico, o gasto na restauração de documentos é muito maior do que em sua preservação, sendo o processo difícil e arriscado. Há de se observar texturas e cores exatas da folha, sua espessura e a composição da tinta, além do cuidado com a temperatura ideal, e uma série de outros cuidados, cálculos e formulas a serem empregados durante todo o procedimento. Existem, inclusive, documentos que sofreram perda total, tornando impossível sua restauração

8 - O APM – como, aliás, o próprio nome indica – é aberto ao público, e possui importância não apenas histórica: por meio de seus registros, pessoas puderam adquirir o direito à dupla cidadania, comprovar a posse de propriedades, e receber mesmo direitos relacionados com períodos delicados na história nacional – tal como casos ocorridos durante a ditadura militar. Certos documentos possuem, inclusive, caráter tão pessoal (e doloroso, até) que seu acesso é restrito aos envolvidos nos processos ou aos familiares diretos destes, após comprovar-se o grau de parentesco. Diante de tal papel, percebemos a importância prática da preservação documental – da preservação da própria história, cujo alcance vai muito além da mera curiosidade acadêmica.

9 - No mais, esses são os integrantes do grupo de estudos e o guia super simpático!

sábado, 24 de setembro de 2011



ESCOLAS CLÁSSICAS I: POSITIVISMO E HISTORICISMO

(Relatório do texto utilizado no primeiro debate)

O objeto em análise no capítulo* é enunciado logo no início: as concepções positivistas nas ciências sociais e a doutrina da neutralidade axiológica do saber. Em seguida, definem-se as três premissas/fundamentos do positivismo, quais sejam: a de que a sociedade é regida por leis, seguido do “naturalismo positivista” e, por fim, de que as ciências das sociedades, tais como as da natureza, podem afastar os juízos de valor, preconceitos e prenotações. Esses três axiomas formam o que é chamado de dimensão positivista da investigação metodológica.

Partindo dessa dimensão, mais precisamente, da neutralidade valorativa das ciências sociais, os  positivistas negam o condicionamento histórico-social, prescindindo-se assim do papel dos vínculos sociais na conformação da sociedade. Dessa forma, seguindo-se suas premissas, abre-se uma lacuna metodológica desde o princípio. Do ideal de uma metodologia objetiva com resultados objetivos se ouvida ou menospreza-se a importância da subjetividade no campo das ciências sociais. E na busca de superar esse elemento, “indesejado” ou “desprezível” – a subjetividade – é construída a idéia de sociologia sob o viés do positivismo. No entanto, o autor busca demonstrar que essa construção é falha e na tentativa de se salvar, argumentativamente, lança – através de seus maiores expoentes – mão do princípio do Barão de Münchhausen, isto é, de se salvar do pântano agarrando-se nos próprios cabelos, aplicando-se ao caso, de salvar o sistema filosófico de seus paradoxos e antinomias – termo inclusive apropriado, uma vez que, pretende-se em um sistema científico segundo leis da natureza –, lançando mão dos mesmos argumentos utilizados em sua construção.

Dessa forma, o autor demonstra como os argumentos contrários à sociologia do conhecimento utilizados pelos positivistas são vazios, uma vez que, além de se fundarem no artifício do Barão, estão carregados de preconceitos e prenotações, ou seja, justamente daquilo de que os positivistas segundo suas premissas rejeitam.

Repassando a evolução das ciências sociais quanto ao papel desempenhado pelos valores e na busca da objetividade, expõe como o dilema entre subjetividade e objetividade, apesar de muito debatido, ainda não foi resolvido, sobretudo, conforme o método positivista, ficando sem resposta a questão de como alcançar a objetividade almejada pelos positivistas: o que fazer com as “impurezas” da subjetividade?

A úlitma proposta para superar o “princípio do Barão”, no tocante a metodologia das ciências históricas, foi elaborada por Mannheim através da busca de um caminho de autoconsciência crítica do pesquisador/cientista para superar o relativismo historicista.

A título de encerramento, o autor conclui que a solução do problema da objetividade científico-social passa pelo momento historicista/relativista, aquele mesmo alcançado por Mannheim, devendo ser superado dialeticamente na perspectiva de uma sociologia crítica do conhecimento.

* LÖWY, Michael. “O positivismo ou o princípio do barão de Münchhausen” e “O historicismo ou a luz prismada”. As aventuras de Karl Marx contra o Barão de Münchhausen: marxismo e positivismo na sociologia do conhecimento. 9ª edição. São Paulo: Cortez, 2009.

domingo, 4 de setembro de 2011

AS IDÉIAS EXTRAVAGANTES DE ANTÓNIO MANUEL HESPANHA

* Vídeo indicado por Isabela Guimarães Rabelo do Amaral.

Por que estudar história do direito?

Essa é a pergunta que, vira e mexe, vem à tona?

Confira as reflexões do historiador António Manuel Hespanha sobre o tema:


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